Sliced Hearts, ASA e outros

Hoje temos 4 bandas novas para indicar, uma lista bem eclética: passa pelo folk, jazz e chega ao rock! Sem mais delongas, vamos às indicações #PõeNaPlaylist:

SLICED HEARTS – Even When I’m Losing

Iniciando pelas indicações brasileiras: apresento a vocês a banda Sliced Hearts. A banda foi formada quatro anos apó Rafael Carvalho deixar o posto de baixista da banda Devise para se tornar cirurgião, nesse meio tempo ele redescobriu sua música enquanto dirigia pelas estradas do interior de Minas Gerais e passou alguns meses gravando suas composições com amigos no Estúdio Ilha do Corvo (Belo Horizonte), sob o nome de Sliced Hearts.
O resultado é o EP “Solitude Daydream”, entalhado entre as montanhas mineiras numa atmosfera melancólica, sob influência de artistas alt-country, rock e folk como Wilco, Neil Young, Drive-By Truckers, The War on Drugs, Phoebe Bridgers, Bruce Springsteen e Tom Petty. Produzido, gravado, mixado e masterizado por Leonardo Marques (Transmissor, Diesel/Udora).
Essa mú

Seu primeiro single foi “Even When I’m Losing”, ouçam já:

ASA – SEMPRE MAIS

Música em português faz bem aos meus ouvidos, e a ASA é uma banda que vem para fortalecer esse bem estar! Sob influências pop de Marina Lima e Rita Lee e sintetizadores que lembram New Order, a banda é formada pela voz da cantora baiana Ananda Góes e pelo produtor musical paulistano Fabricio Di Monaco que assina guitarras, baixo e sintetizadores.
Criado e gestado à distância, o projeto está prestes a lançar seu EP de estreia. Enquanto o EP não chega, compartilho com vocês o single Sempre Mais.

MARCH MALLOW – SUMMERTIME

Através de Summertime, March Mallow nos leva aos clubes de Nova York na década de 40 com um Jazz envolvente e um clipe que nos transporta. Ouçam e se apaixonem comigo:

STEVEN BROWLEY – GOOD PARTY LAST NIGHT

O artista Steven Browley é da Alemanha e nos apresentou sua música alegre em busca de aproveitar a vida com música, amigos e diversão. O refrão pega rápido e a música realmente nos passa uma boa energia. Se você teve uma boa festa ontem a noite, confiram o clipe e a música Good party last night:

Essas foram as indicações #PõeNaPlaylist, vocês podem conferir todas as nossas indicações em nossa playlist do spotify:

Põe na playlist: Metò – I Don’t Know

A banda Metò acaba de lançar o EP “Alstroemeria”, criaram raízes num ano em que Metò viajou através da morte e das lágrimas, amigos e vivas, esperança e medos, para finalmente chegar aqui, terminando com um projeto repleto de autenticidade.
É um trabalho cheio de nuances em que arranjos folk e minimalistas se encontram com canções ricas em texturas orgânicas, em algum lugar entre Bon Iver e Patrick Watson.

A música imperdível do EP é: I Don’t Know. Confiram o clipe:

Creeptones lançam hoje o single “Vacant Winds”

O mais novo single dos Creeptones, “Vacant Winds” – um eletropop com vibes MGMT – foi escrito depois de um colaborador e amigo dos Creeptones, Nico Lucido, enviar letra do nada quando o as pressões da sociedade atual estavam realmente pesando sobre Carine, vocalista da banda.

Creeptones lança novo single: Vacant Winds

Deixe de lado a dor que o aprisiona … você sabe que pode mergulhar na mente presente” uma frase simples que é mais fácil de dizer do que fazer, mas para quem quer, é um despertar. Aqui, Nico descreve a gênese da ideia “Acho que você pode dizer que estava apenas pensando sobre a situação em que estávamos, com a vida literalmente mudando diante de nossos olhos e te mandei algumas palavras em um texto, aí você correu porque naquele momento estávamos na mesma onda. Estamos envelhecendo, então estamos nos distanciando, gostemos ou não, como sua pele se dobra. Está caindo, mas está sempre ligado como nós. Às vezes fazemos coisas que nos lembram que ainda fazemos parte do mesmo corpo de trabalho.

Nico e eu trabalhamos juntos desde 2009, mas não escrevíamos uma música há anos, e isso foi uma chance de compartilhar uma mensagem positiva durante um momento em que a maioria de nós provavelmente poderia usar uma palheta eu para cima. Fui para casa e terminei de escrever a música no mesmo dia em que ele enviou a letra. “

– Carmine Stoppiello, compositor, vocalista e guitarrista dos Creeptones.

Os Creeptones começaram em 2009, quando um amigo de Carmine Stoppiello chamado Nico Lucido começou a compartilhar letras que havia escrito com ele, e Carmine as colocava como Nico criou a arte visual para complementar os lançamentos. A formação dos Creeptones se solidificou no ano seguinte, e Nico deixou o grupo, mas permaneceria como visual artista enquanto Will Hernandez se juntou como baixista e parceiro de composição. Precisando de um baterista para os shows, Carmine começou a preparar seu irmão mais novo com a música que eles escreveram para aquele ponto. Um dia, Carmine disse a ele que ele era o baterista e Creeptones fez seu primeiro show que noite de 2010. Por último, querendo preencher o som com um 4º membro, Carmine chama Johnny Vines, um membro da banda em que tocamos juntos no colégio, e ele serviria para ser um crítico parte do som do Creeptone não apenas através de uma guitarra solo deslumbrante, mas também de um forte desejo de aprender tudo o que for possível sobre gravação profissional

Ouça já “Vacant Winds” em nossa playlist do spotify: PÕE NA PLAYLIST

Scott Chapman traz algo extraordinário ao mundo pop em seu novo single “Solitary Blues”

“Solitary Blues” é o último single lançado pelo músico, construído sobre a delicada melodia do piano para criar um ambiente de clima. Sua delicadeza vocal entrelaçada com a melodia impressionante e fluida do fundo intensifica a emoção.
Scott Chapman é influenciado vocalmente por artistas como Frank Sinatra, Jamie Cullum, Nat King Cole e Michael Buble, e musicalmente impulsiona sua influência de Ed Sheeran, Jason Mraz, Justin Timberlake e outros. Para ele, música é vida e o artista tenta, honestamente, inspirar as pessoas com seus sons criativos. ”

A música foi escrita e gravada durante o terceiro lockdown no Reino Unido, Scott Chapman escreveu para ressoar e ajudar aqueles que sofrem com a solidão e busca aumentar conscientização sobre saúde mental.

“Para que as pessoas saibam que estamos todos nos sentindo sozinhos e perdidos no momento, mas tudo o que podemos fazer é tentar ajudar uns aos outros da melhor maneira que pudermos.” – Scott Chapman

“To let people know that we are all feeling alone and lost at the moment but all we can do is try and be there for one another as best we can.” – Scott Chapman

Ouça a música já no PÕE NA PLAYLIST:

A banda de rock russa APACHE ROSE lança faixa de abertura do álbum de estreia

A banda de rock russa em ascensão ‘Apache Rose’ lança “Easy” – sua faixa de abertura do álbum de estreia “Attention!”. A mistura de uma batida de rock forte e uma visão lírica sobre relacionamentos conturbados o torna um abridor de álbum clássico, dando ao ouvinte uma amostra do que viria a seguir no álbum.

Musicalmente é uma faixa que envolve você como uma cobra e não dá aos ouvintes um alívio que eles estão acostumados no rock. Então, idealmente, eles querem mais. Que é o que lhes damos com o resto do álbum ” – Ilya Novokhatskiy, vocalista da banda.

Nos 3 minutos e 41 segundos da música, a banda consegue demonstrar uma ótima introdução pulsante, um fluxo suave/alto dinâmico, grooves de headbobbing e um solo de guitarra matador, tocado por Vladimir Kornienko (também conhecido como Korney), um dos melhores guitarristas russos.
A música gira em torno de um relacionamento romântico em decadência, mas escapa da cafonice que é realmente fácil cair nesse tipo de música.

A faixa já recebeu atenção de veículos de comunicação, playlists e rádios, muitos dos quais destacam o caráter da banda Sons de avivamento dos anos 90. “Muitas pessoas dizem que ouvem os anos 90 em nossa música. Alguns dizem que isso é ótimo, outros dizem o contrário. Nós não fazemos isso de propósito e não podemos fazer nada sobre isso. Então, nós nos limitamos ao que temos e se isso atrai as pessoas – somos mais que feliz”, comenta Novokhatskiy.

Ouça EASY já:

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#PõeNaPlaylist – SMOKE, Bucky Barrow

Começando a semana com uma super indicação: Smoke, de Bucky Barrow, uma música indie com pitadas de referências anos 80 e 90!
O cantor está na ativa desde os anos 90 na cena underground do Canadá, iniciando sua carreira solo com o álbum “Another year wasted”, álbum que conta com a música Smoke.
A música pode ser ouvida no bandcamp ou no youtube.

Ouça aqui SMOKE- BUCKY BARROW

MOUNTAIN MOUNTAIN – Refuge

Uma balada misteriosa e interessante de ouvir que agradará fãs de baladas pop com influências britânicas como Alt J, Foals ou Teleman.
Este foi o último trabalho da banda antes de seu novo álbum que está por vir no dia 5 de fevereiro (já estou ansiosa ft. curiosa).
A banda francesa é formada pela dupla Lyonnais que nos embarca em um verdadeiro épico, carregado pela canção habitada de Nicolas Baucheron e a guitarra celestial de Sébastien Roux, mesmo tendo o luxo de convidar o cantor Wugo para os coros.

Capa do single REFUGE

Dirigido por Florian Parisot, destacando os magníficos panoramas de Avoriaz e uma estética psicodélica cara à dupla, esta nova experiência visual com uma atmosfera misteriosa e onírica convida à exploração. Isso evoca essa busca constante de um ideal, um lugar onde se pudesse finalmente sentir paz, longe de um mundo que parece cada vez mais incompreensível e retraído.
Um refúgio das arestas de um modo de vida que está além de nós, a busca idealizada por um narrador perdido, desgastado pelo que o rodeia e sonhando com um futuro melhor.

“A grama não é mais verde em outro lugar”,
diz o ditado, e o refúgio encontrado não parece ser a solução cobiçada no final.

“Como podemos voltar para casa?”
Eles nos perguntam. A pesquisa apenas começou.

ASSISTA AO CLIPE:

Clipe Refuge – MOUNTAIN MOUNTAIN

Theo Lustosa lança álbum com participação póstuma de Dominguinhos em dueto com Zeca Baleiro

O sanfoneiro de Minas Gerais, Theo Lustosa, lança o álbum autoral ‘Serranias’ dia 08 de janeiro. O destaque fica por conta da faixa ‘Menino Angola (Theo Lustosa / Paulinho Motta), que traz um dueto de Zeca Baleiro e Dominguinhos. A parte de Dominguinhos foi gravada em 2004, nove anos antes da sua morte, e recuperada em 2019. ‘Menino Angola’ tem produção de Paul Ralphes enquanto todas as demais canções foram produzidas por Theo, que também toca em todas as músicas, além de ser seu autor. 

Serranias

A música brasileira é muito diversa, e mesmo diante de tanta diversidade é interessante perceber que pode haver uma conexão e uma conversa muito próxima entre seus ritmos e gêneros. A qual serra se refere o tão tradicional termo forró pé de serra? Sabemos, é claro, que se refere ao forró com formação de sanfona, zabumba e triângulo, tradicionalmente tocado nas festividades do nordeste, ao pé das serras do sertão. Mas não poderia ser ao pé das serras de Minas Gerais, ou da Serra do Mar…? O projeto Serranias tenta fazer esta conexão, uma união imaginária entre as serras de Minas Gerais e as serras do nordeste do país. Uma mistura da Serra do Curral, em Belo Horizonte, com a tão cantada Serra do Araripe, próxima a Exu, terra de Luiz Gonzaga. Ou uma mistura da Serra do Espinhaço, que corta Minas Gerais e Bahia, com a região do Planalto da Borborema, também conhecida como Serra da Borborema, que faz a transição do litoral com o sertão do nordeste, onde está Garanhuns, terra do saudoso mestre Dominguinhos. Afinal, esta é apenas uma forma lúdica para tentar ilustrar o quanto a música brasileira é diversa e ao mesmo tempo pode se conectar de forma única.  

Participações 

Também participam do álbum a cantora e compositora mineira, Bárbara Barcellos, grande representante do Clube da Esquina. Fez a turnê Semente da Terra com Milton Nascimento em 2017 e 2018. Maurício Tizumba, ator, cantor, compositor e grande representante do congado em Minas Gerais. O cantor do tradicional grupo de forró Trio Potiguá (RN), Severo Gomes e Serginho Marques, cantor tradicional da noite em Belo Horizonte, contemporâneo de Vander Lee. 

Faixas:
1- Forró na Serra (Theo Lustosa)
2- Lilith (Theo Lustosa / Paulinho Motta) feat Bárbara Barcellos
3- Menino Angola (Theo Lustosa / Paulinho Motta) feat Zeca Baleiro e Dominguinhos
4- Apurinã (Theo Lustosa / Bárbara Barcellos) feat Bárbara Barcellos
5- Floresta (Theo Lustosa / Paulinho Motta) feat Serginho Marques
6- É de Dadá  (Theo Lustosa / Paulinho Motta) feat Maurício Tizumba
7- Viva o Amor  (Theo Lustosa / Paulinho Motta) feat Severo Gomes 
8- Sivuca (Theo Lustosa)

Indicação #vtcontar:

Terça com leitura – Dentro de um abraço

Dentro de um abraço

Texto de Martha Medeiros

“Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.

Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.

E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?

Meu palpite: dentro de um abraço.

Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.

Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incer-ta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.

O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.

Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à beiramar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?

Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste.”

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